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sábado, 5 de abril de 2014

«Oficina de Arqueologia Experimental» [ Marco de Canavezes ]



«Oficina de Arqueologia Experimental»
[ oficinas ]
05 e 12 Abril 2014
Escola Profissional de Arqueologia, Marco de Canavezes

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Escola Profissional de Arqueologia: Oficina de Arqueologia Experimental


fonte Pportodosmuseus

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Escola Profissional de Arqueologia
Rua Alberto Monterroso Carneiro, 58, Área Arqueológica do Freixo, 4630-092 Marco de Canaveses 4630-092 
t. 255 531 293 / f. 255 531 533
41° 9' 53.49" N 8° 8' 48.20" W

fotografia de abertura - um vaso da Cultura Campaniforme [ legenda original: Vaso de barro preto, decorado com motivos geométricos incisos acentuados com uma pasta branca (Castela entre 1970 e 1470 aC. J. Chr) ] do sítio internet Wikipédia [ Autor da fotografia: José manuel benito Álvarez —> Locutus Borg ] a quem agradecemos.
fotografia da Escola Profissional de Arqueologia do sítio internet Tongobriga a quem agradecemos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pegadas humanas fósseis com mais de 800 mil anos descobertas no Reino Unido



Pegadas humanas fósseis com mais de 800 mil anos
descobertas no Reino Unido
[ arqueologia ]
Reino Unido

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Cientistas encontram pegadas humanas de ao menos 800 mil anos no Reino Unido

Registros são os mais antigos encontrados fora da África e primeiros indícios de vida humana no norte da Europa

AP

Eles já foram uma família britânica algum dia – quase um milhão de anos atrás. Foi o que anunciaram arqueólogos, nesta sexta-feira (7), sobre a descoberta de pegadas humanas na Inglaterra.


AP
Arqueólogos britânicos encontram pegadas mais antigas já registradas fora do continente africano no litoral da Inglaterra

As marcas datam de aproximadamente 800 mil e 1 milhão de anos - os registros mais antigos encontrados fora da África e os primeiros indícios de vida humana no norte da Europa.

Time de pesquisadores do Museu Britânico, Museu da História Natural de Londres e da Universidade Rainha Maria de Londres descobriram impressões de pelo menos cinco indivíduos na lama de um estuário (área onde ocorre o encontro da água salgada do mar com a água doce do rio) em Happisburgh, na costa leste da Inglaterra.

O arqueólogo do Museu Britânico Nick Ashton disse que a descoberta – publicada detalhadamente no jornal PLOS ONE – é uma “linha tangível para nossos primeiros parentes humanos”.

Preservadas em camadas de lodo e areia por centenas de milênios antes de serem expostos pela maré no ano passado, as marcas dão um exemplo vívido das marcas de alguns dos nossos ancestrais mais antigos.

As pegadas foram deixadas por um grupo que inclui pelo menos duas crianças e um homem adulto. Eles podem ter sido uma família que buscava comida às margens de um rio – talvez o Tâmisa antigo, de acordo com os cientistas - onde bisões, mamutes, rinocerontes e hipopótamos andavam.

O arqueologista e professor na Universidade de Southampton, que não estava envolvido no projeto, disse que a descoberta é “tremendamente significante”.
"isso é tão tangível”, ele disse. “É o mais próximo que conseguiremos saber sobre as pessoas”.

“Quando eu ouvi falar sobre isso, era como se estivesse ouvindo a primeira linha de Jerusalem (canção sacra de William Blake) pela primeira vez – E aquelas pés, no tempo antigo, caminharam sobre as montanhas verdes da Inglaterra? Bem, eles caminharam sobre o estuário lamacento”.

Os pesquisadores disseram que as marcas foram deixadas pelo antecessor do Homo, ou o “homem pioneiro”, cujos fósseis foram encontrados na Espanha. O Homo morreu há cerca de 800 mil anos.

Ashton disse que as pegadas são de pelo menos 800 mil anos — "pela estimativa de conservação” - aproximadamente 100 mil anos mais velhos do que a primeira estimativa de habitação humana na Inglaterra.

Isso é significante porque 700 mil anos atrás, o país tinha um clima quente, estilo Mediterrâneo. O período anterior a esse era muito mais frio, similar ao dos dias atuais da Escandinavia.

O arqueologista do Museu de História Natural Chris Stringer disse que entre 800 mil a 900 mil anos atrás, o solo britânico era “O fim do mundo habitável”.

“Isso nos faz repensar nossos sentimentos sobre a capacidade desse povo primitivo, eles estava lidando com condições climáticas um pouco mais frias do que as dos dias atuais”, ele disse.

“Talvez eles tenham adaptações culturais que nós não teríamos nem pensado que era possível 900 mil anos atrás. Eles usavam roupas? Será que eles faziam abrigos, quebra-ventos ou coisas assim? Eles teriam feito uso do fogo?”, questionou.

Cientistas datam as pegadas por meio de estudo de suas posições geológicas e dos fósseis de animais extintos nesse período, incluindo o mamute.

Leia tudo sobre: 
pegadas  descoberta  arqueologistas  inglaterra

fonte Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo

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saiba mais em HyperScience - A ciência é a grande estrela do mundo real e em Zero Hora - Jornal do RS com notícias, esportes, colunistas e mais

imagem de abertura - o local do achado com as pegadas sinalizadas - do sítio internet HyperScience - A ciência é a grande estrela do mundo real a quem agradecemos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Arpão com 35 mil anos descoberto em Timor



Arpão com 35 mil anos descoberto em Timor
[ arqueologia ]
Timor

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Arpão com 35 mil anos descoberto em Timor

Uma equipa de arqueólogos liderada pela australiana Sue O`Connor encontrou em Timor um arpão com 35 mil anos, noticiou a edição de janeiro do Jornal da Evolução Humana.

“O artefacto, talhado a partir de um osso, é notável pelo seu `design`, a sua complexidade sugere que os humanos na região faziam armas sofisticadas mais cedo do que o que se acreditava”, refere a notícia, acrescentando que aqueles arpões serviam para se pescar peixes grandes em barcos.

Segundo a notícia, a “noção de que os nossos antecessores estavam equipados para fazer refeições de animais marinhos há 35 mil anos não é surpreendente”.

Em 2011, uma outra equipa também liderada pela arqueóloga australiana Sue O`Connor descobriu em Timor-Leste um abrigo marítimo e espécies de peixes com 42 mil anos, deixando evidências que os primeiros humanos modernos da região praticavam pesca em águas profundas.

O arpão talhado em osso é pontiagudo e de lado tem ranhuras. Segundo a equipa, o punho devia ser feito de madeira e agarrado com corda.

O artigo não especifica se o arpão foi encontrado em Timor-Leste ou em Timor indonésio.

Fonte: RTP

fonte Pportodosmuseus

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fotografia de abertura do sítio internet Mistérios do Mundo a quem agradecemos.

domingo, 19 de janeiro de 2014

A visão neolítica de uma erupção vulcânica



A visão neolítica de uma erupção vulcânica
[ arqueologia ]
Çatalhöyük, Turquia

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A visão neolítica de uma erupção vulcânica

Imagem: O mural com a pintura

Geólogos reforçam tese sobre um mural com uma estranha pintura com 6600 anos descoberto em Çatalhöyük, na Turquia
Desde que foi encontrado, nos anos 60 do século XX, em Çatalhöyük, na Turquia, o mural do neolítico intrigou os cientistas. Uma ousada interpretação do arqueólogo que desenterrou a rocha com a estranha pintura propôs que se trataria da representação de uma erupção vulcânica. No caso, do vulcão que se vê dali, no horizonte, a cerca de cem quilómetros de distância, o Hasan Dagi, com os seus dois cones e a cidade a seus pés.
A ideia, porém, foi acolhida com ceticismo na comunidade científica e nunca inteiramente aceite. Uma outra tese, proposta por uma arqueóloga da Universidade de Cambridge, Stephanie Meece, adiantava que se trataria antes de uma pele de leopardo vista de cima. Afinal, defendia ela, o padrão da pele do leopardo é algo vulgar na arte pictórica da região.
O debate instalou-se, mas agora um grupo de geólogos descobriu que aquele vulcão teve mesmo uma erupção há 6600 anos.

Mistério de Çatalhöyük
Na arqueologia tudo o que não se enquadra nas teses catedráticas é sorrateiramente afastado, escondido e muitas vezes proscrito, então é de ver as fotos destas casas em Çatalhöyük dá 9.000 anos/10.000 habitantes, tinham paredes ESTUCADAS a gesso e pintadas de branco, com rodapés em vermelho.
Das técnicas dos tecidos encontrados ninguém fala igualmente, vi uma reportagem e entrevista à cientista que está a estudar os tecidos de Çatalhöyük onde ela descreve o grau sofisticado de tecelagem sem dar obviamente explicações como no neolítico o podiam fabricar. 

No site Mysteries of Çatalhöyük (Science Museum of Minnesota) pode ver-se claramente as figuras murais técnico geométricas destes “nómadas saídos das cavernas”, seus artefactos de lazer jogos de esferas suas habitações etc. 


São desta cidade na Anatólia igualmente os mais antigos tecidos até hoje encontrados feitos à 9.000 anos. 
As mentalidades estão mudar e aos poucos vão ter que mudar igualmente os manuais escolares cheios de disparates, no 
ÇATALHÖYÜK 2007 ARCHIVE REPORT (395 páginas no scribd) na n° 74 tem uma escultura em marfim muito bem feita, oficialmente eram dos nómadas no neolítico!? 

Esta Çatalhöyük é a maior estalada que o Establishment está a receber, tinham parado as escavações nos anos 50 quando certamente perceberam que os ia desacreditar nas suas teses...

Houve um retrocesso civilizacional, antes da pré-história existiu uma sociedade tão avançada como a actual. 
Ver site do flickr mais photos de Çatalhöyük

Erupção vulcânica ou pele de leopardo?

No Science Museum of Minnesota, e site web Mysteries of Çatalhöyük tem 7 mistérios para estudantes e visitantes esclarecerem sobre a cidade de Çatalhöyük, faz as perguntas sobre o que a ciência não tem resposta certa, este é o método pedagógico a seguir, de pôr as pessoas a pensarem por si próprias e não a condicionarem com o bastão das cátedras universitárias e suas teses intocáveis, são estes métodos que estão a abanar certas torres de marfim especialmente a da arqueologia, pois têm ignorado o trabalho multidisciplinar que com os modernos meios auxiliares técnicos tem vindo a dar respostas que apontam no sentido da minha íntima convicção;
Sim houve um retrocesso civilizacional, antes da pré-história existiu uma sociedade tão avançada como a actual.
Num dos muitos muros pintados desta cidade de 10.000 habitantes James Mellart encontrou uma pintura que para ele significa um vulcão em erupção, mas Tristan Carter outro especialista vê nele uma pele de leopardo:
"A clearer picture of a volcano in eruption could hardly have been painted: the fire coming out of the top, lava streams from vents at its base, clouds of smoke and glowing ash hanging over its peak . . ."
James Mellart
Project Director (1960's)
"I'm not sure; in some ways it looks quite a lot like the leopard sk...."
Dr.Tristan "Stringy" Carter


Digam os amigos o que vêm neste muro, e escrevam nos comentários, pois tenho ainda mais a dizer sobre este mistério Çatalhöyük se estiverem interessados em discutir o tema.

Çatalyük
 no Google Earth 37° 40 00N, 32° 49 40 E

fonte PAM - Património, Artes e Museus

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imagem de abertura - uma reconstituição artística de Çatalhöyük [ em inglês ] - do sítio internet Cidades fantasmas a quem agradecemos.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Conferência «A intervenção arqueológica no Largo da Igreja Matriz de São João dos Montes (Vila Franca de Xira)» [ Vila Franca de Xira ]



Arqueologia em Vila Franca de Xira
A intervenção arqueológica no Largo da Igreja Matriz
de São João dos Montes (Vila Franca de Xira)
[ conferência ]
César Neves [ orador ]
12 Dezembro 2013, 16h00
Museu Municipal de Vila Franca de Xira

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Ciclo de conferências: Arqueologia em Vila Franca de Xira.

(…)
Museu Municipal de Vila Franca de Xira
Rua Serpa Pinto nº 65
2600-263 Vila Franca de Xira
Telefone: 263 280 350
Fax: 263 280 358

E-mail: museumunicipal@cm-vfxira.pt

Entrada livre



fonte Célia Maria Santana da Silva - Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

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Museu Municipal de Vila Franca de Xira
Rua Serpa Pinto, 65, 2600-263 Vila Franca de Xira
t. 263 280 350 / f. 263 280 358
38° 57' 21.05" N 8° 59' 8.85" W

fotografia de abertura - um aspecto da intervenção arqueológica de emergência no Largo da Igreja Matriz de São João dos Montes - do sítio internet Academia.edu - Share research a quem agradecemos.
fotografia do Museu Municipal de Vila Franca de Xira do sítio internet Lifecooler a quem agradecemos.

sábado, 30 de novembro de 2013

Dois textos sobre o património histórico cascalense



Dois textos sobre o património histórico cascalense
[ património ]
Cascais

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É com todo o gosto que informo que foram disponibilizados nos sítios indicados dois textos sobre o património histórico cascalense, que espero sejam do seu agrado:

- CARDOSO (Guilherme) e ENCARNAÇÃO (José d’), «O povoamento pré-romano de Freiria – Cascais», Cira Arqueologia Online [Câmara Municipal de Vila Franca de Xira], n.º 2, Setembro de 2013, p. 133-180. Acessível em: http://hdl.handle.net/10316/24204

- ENCARNAÇÃO (José d’), «Arquitectura militar – espaços com vida! O exemplo dos fortes da orla marítima cascalense», CEAMA [Almeida], 1, 2008, p. 75-81 (versão inglesa nas p. 82-85). Acessível em: http://hdl.handle.net/10316/24359

Cordialmente

J. d’E.

fonte José d’Encarnação - Notas & Comentários

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fotografia de abertura - um fecho da Idade do Ferro descoberto em Freiria - do sítio internet eCivitas | Freguesia de São Domingos de Rana a quem agradecemos.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Um Neandertal ibérico que palitava os dentes



Um Neandertal ibérico que palitava os dentes
[ arqueologia ]
Cova Foradá, Valência , Espanha

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O caso especial de um Neandertal que palitava os dentes
Publicado por Isabel Louro <http://pam-patrimonioartesemuseus.com/profile/isabellouro> em 21 outubro 2013 às 17:43 em Notícias

Na imagem:Maxila vista em várias perspectivas /DR

Fonte <http://www.publico.pt/ciencia/noticia/o-caso-especial-de-um-neandertal-que-palitava-os-dentes-1609614#/0> / Por Teresa Firmino <http://www.publico.pt/autor/teresa-firmino>

Maxila encontrada em Espanha tem marcas do uso frequente de um palito, com que um Neandertal terá tentado aliviar uma inflamação nas gengivas.

Para tirar os restos de comida que ficaram entre os dentes, nada mais simples do que removê-los com um palito. É um hábito tão antigo entre os humanos que há registos de que o Homo habilis o fazia, há 1,8 milhões de anos. Agora, uma equipa espanhola encontrou marcas na maxila de um Neandertal deixadas pelo uso constante de um palito. Mas se já se sabia que os Neandertais também palitavam os dentes – afinal, surgiram há cerca de 400 mil anos, muito depois do Homo habilis, que tinha esse hábito, e nós ainda hoje o mantemos –, nunca se tinha visto um caso como o do dono da maxila agora estudada: palitava os dentes para aliviar o desconforto de uma inflamação grave nas gengivas.

No início da década de 2000, escavações no sítio arqueológico de Cova Foradá, uma gruta em Valência, Espanha, permitiram encontrar o maxilar superior de um Neandertal adulto (a altura em que viveu não é ainda clara, mas o fóssil estava numa camada do registo arqueológico associada a um tipo de indústria lítica que existiu entre há 150 mil e 50 mil anos). Não lhe restavam muitos dentes agarrados, apenas três.

Na imagem:Os sulcos deixados pela palitagem na boca doente de um Neandertal /DR

A equipa de Gala Gómez, do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social, em Tarragona, passou a pente fino a maxila, em exames como a tomografia axial computorizada (TAC), e publicou este mês os resultados na revista PLOS One.

A investigação relevou a existência de porosidade no osso maxilar, que ocorre quando existe uma inflação crónica da gengiva, e no osso e ligamentos de suporte dos dentes (periodontite ou doença periodontal). Revelou ainda uma perda de massa óssea nos alvéolos (onde estão inseridos os dentes), que atingiu entre quatro e oito milímetros, refere um comunicado de imprensa da Universidade Autónoma de Barcelona, também envolvida na investigação. Por causa dessa perda óssea, as raízes dos dentes ficaram expostas.

Portanto, este Neandertal sofria da boca, embora não tivesse caries nem abcessos. Uma dieta à base de alimentos duros e fibrosos também lhe provocou um grande desgaste dentário.

E a seguir veio a parte mais curiosa do estudo: na zona de contacto entre dois dentes, o primeiro pré-molar e o primeiro molar do lado superior esquerdo, a maxila apresenta sulcos bem visíveis. Ora, estes "sulcos interproximais" resultaram do uso frequente de um palito. “A localização, morfologia e tamanho dos sulcos coincidem com os sulcos interproximais encontrados nos dentes de outros fósseis”, refere a equipa o artigo científico.

Na imagem:Os sulcos deixados pela palitagem /DR

“Para tentar aliviar o incómodo causado pela doença periodontal, com uma importante inflamação das gengivas, que sangravam frequentemente, este indivíduo utilizava um palito de forma sistemática”, diz por sua vez Marina Lozano, do instituto catalão, citada no comunicado. “É muito possível que lhe tenham ficado bocados de alimentos entre as raízes dos dentes e as gengivas, e que tentasse tirar esses restos de comida para aliviar a dor”, refere a investigadora.

“Além disso, a inflamação das gengivas por si só também provoca a sensação de ter um corpo estranho sem que este exista. Tal como fazem hoje muitos doentes de periodontite, isto faria com que aquele Neandertal usasse um palito com mais frequência e intensidade, o que lhe provocou os sulcos interproximais”, acrescenta Marina Lozano.

Medicina paliativa

Além de registos para o Homo habilis, estão documentados muitos casos de sulcos entre os dentes devido ao uso de palitos pelos Neandertais, diz ainda a equipa. A diferença é que nunca se tinha associado até agora esse hábito a um problema dentário. “No caso de Cova Foradá, o palito não foi usado apenas como uma forma de higiene oral primitiva; antes está associado a uma patologia dentária e houve a intenção de aliviar a dor. E é isso que o torna singular”, sublinha Marina Lozano.

A equipa considera este caso como um dos primeiros exemplos de um tratamento dentário paliativo com um palito. Em última análise, considera-o mais do que uma simples curiosidade sobre os Neandertais, pois ajuda a traçar um retrato mais fiel destes humanos que viveram apenas na Europa e no Médio Oriente e se extinguiram há 28 mil anos na Península Ibérica, o último reduto para onde foram sendo empurrados, com a chegada à Europa da nossa espécie, o Homo sapiens, há cerca de 40 mil anos. Considerados, em tempos, menos refinados do que os primeiros representantes da nossa espécie, os Neandertais desapareceram sem que as razões dessa extinção estejam ainda bem identificadas. Terá sido a agressividade da nossa espécie, alguma inadaptação ambiental ou outras causas?

“Este estudo é mais um passo para caracterizar os Neandertais como uma espécie com grande capacidade de adaptação ao seu ambiente e com muitos recursos, mesmo no campo da medicina paliativa”, considera Marina Lozano.

in: http://pam-patrimonioartesemuseus.com/forum/topics/o-caso-especial-de-um-neandertal-que-palitava-os-dentes

fonte PAM - Património, Artes e Museus

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fotografia de abertura - vista semi frontal dum crânio de Homo Neanderthalensis [ 30.000 - 50.000 anos ] descoberto em Gibraltar; American Museum of Natural History - do sítio internet Wikipedia [ foto: Anagoria ] a quem agradecemos.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Conferência «Monte dos Castelinhos - Vila Franca de Xira» [ Vila Franca de Xira ]



Arqueologia em Vila Franca de Xira
«Monte dos Castelinhos - Vila Franca de Xira»
[ conferência ]
João Pimenta e Henrique Mendes [ oradores ]
07 Novembro 2013, 16h00
Museu Municipal de Vila Franca de Xira

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Ciclo de conferências: Arqueologia em Vila Franca de Xira.

(…)
Museu Municipal de Vila Franca de Xira
Rua Serpa Pinto nº 65
2600-263 Vila Franca de Xira
Telefone: 263 280 350
Fax: 263 280 358

E-mail: museumunicipal@cm-vfxira.pt

Entrada livre



fonte Célia Maria Santana da Silva - Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

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Museu Municipal de Vila Franca de Xira
Rua Serpa Pinto, 65, 2600-263 Vila Franca de Xira
t. 263 280 350 / f. 263 280 358
38° 57' 21.05" N 8° 59' 8.85" W

fotografia de abertura - um aspecto da estação arqueológica de Monte dos Castelinhos, onde se descobriram tegulae, tijolos de coluna, pesos de tear, cerâmica doméstica, uma lucerna e uma aplicação de mobiliário em bronze; localiza-se numa elevação sobranceira à Vala do Carregado, Castanheira do Ribatejo, em Vila Franca de Xira - do sítio internet Portugal Romano a quem agradecemos.
fotografia do Museu Municipal de Vila Franca de Xira do sítio internet Lifecooler a quem agradecemos.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Conferência «Os concheiros através dos artefactos - questões e problemas para o estudo do Mesolítico final no Centro-Sul de Portugal» [ Vila Franca de Xira ]




Arqueologia em Vila Franca de Xira
«Os concheiros através dos artefactos
questões e problemas para o estudo do Mesolítico final no Centro-Sul de Portugal»
[ conferência ]
Diana Nukushina [ orador ]
17 Outubro 2013, 16h00
Museu Municipal de Vila Franca de Xira

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Ciclo de conferências: Arqueologia em Vila Franca de Xira.

(…)
Museu Municipal de Vila Franca de Xira
Rua Serpa Pinto nº 65
2600-263 Vila Franca de Xira
Telefone: 263 280 350
Fax: 263 280 358

E-mail: museumunicipal@cm-vfxira.pt

Entrada livre



fonte Célia Maria Santana da Silva - Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

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Museu Municipal de Vila Franca de Xira
Rua Serpa Pinto, 65, 2600-263 Vila Franca de Xira
t. 263 280 350 / f. 263 280 358
38° 57' 21.05" N 8° 59' 8.85" W

fotografia de abertura - um aspecto da profusão de conchas nos Concheiros de Muge, em Salvaterra de Magos - do sítio internet Pôr a escrita em dia a quem agradecemos.
fotografia do Museu Municipal de Vila Franca de Xira do sítio internet Lifecooler a quem agradecemos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Textos sobre Património Histórico Cascalense




Textos sobre Património Histórico Cascalense
[ História ]
José d’Encarnação e Guilherme Cardoso [ autores ]
Internet

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É com todo o gosto que informo que foram disponibilizados nos sítios indicados dois textos sobre o património histórico cascalense, que espero sejam do seu agrado:

- CARDOSO (Guilherme) e ENCARNAÇÃO (José d’), «O povoamento pré-romano de Freiria – Cascais», Cira Arqueologia Online [Câmara Municipal de Vila Franca de Xira], n.º 2, Setembro de 2013, p. 133-180. Acessível em: http://hdl.handle.net/10316/24204

- ENCARNAÇÃO (José d’), «Arquitectura militar – espaços com vida! O exemplo dos fortes da orla marítima cascalense», CEAMA [Almeida], 1, 2008, p. 75-81 (versão inglesa nas p. 82-85). Acessível em: http://hdl.handle.net/10316/24359

Cordialmente

J. d’E.

fonte José d’Encarnação - Notas & Comentários

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fotografia de abertura - um fecho da Idade do Ferro descoberto em Freiria - do sítio internet  eCivitas | Freguesia de São Domingos de Rana a quem agradecemos.