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sábado, 31 de outubro de 2009

O Liceu de Oeiras no 'nós por cá'



Sob o título Sol ou sombra? Requalificação da Escola Secundária de Oeiras arranca todas as árvores, o programa nós por cá da SIC apresentou em 27-10-2009 a reportagem que efectuou referente ao abate de árvores no Liceu de Oeiras, assunto que abordámos em 30-09-2009 aqui, em 03-10-2009 aqui e em 17-10-2009 aqui.


Regressamos hoje ao tema para disponibilizar a quem não teve oportunidade de a ver, a mencionada reportagem do nós por cá:


fotografia: 19-02-1988 © josé antónio • comunicação visual

8 comentários:

Angela Rocha disse...

Parabéns à Associação Cultural de Oeiras e ao José António pela publicação desta reportagem.

Pena foi que não tenha sido mais extensa porque havia muito mais para explorar. A SIC teve acesso a muito material que, a ter sido usado, mostraria com muito mais evidência o património natural existente antes do abate.

De salientar a intervenção do Arquitecto Paisagista - "para bom entendedor meia palavra basta"...

OrCa disse...

Tenho vindo a acompanhar, mormente pela mão esclarecida e atenta do José António, toda esta lamentável saga, de lesa-bom senso.

Nunca fui aluno do «Liceu de Oeiras», mas nem isso vem ao caso.

O que terrivelmente me perturba é a ousadia cretinóide e pesporrenta de todos aqueles que se julgam detentores de alguma parcela mítica de poder e, com o «esclarecimento» dúbio que esse poder lhes confira, cometem os maiores desmandos, sob a falácia invocada do «bem futuro».

Àqueles jovens entrevistados foi-lhes cortado o passado e o presente que, esses sim, são os alicerces do futuro.

Uma intervenção daquele quilate em tal espaço carecia de um debate alargado, prévio, e do envolvimento da comunidade, numa saudável perspectiva democrática, da qual resultasse a melhor solução tendo em conta as partes envolvidas - e os seus pareceres.

O que vai ocorrendo, perante o nosso desmazelo de cidadania, é o pulular destes «iluminados» que tudo decidem sem nada ouvirem, sempre invocando o tal bem futuro, promovendo um miserável presente.

Comentário final, desalinhado, em tom de pergunta: porque me fica sempre uma alucinada vontade de pespegar uma bengalada nos costados de um qualquer artista que se dá ao luxo de contestar as 130 árvores da entrevistadora, porque afinal eram «apenas» 120?

- Jorge Castro

José António disse...

Cara Amiga Angela,

Em nome da Espaço e Memória e em meu nome agradeço os parabéns que, confesso, no que me refere acho um pouco exagerados.
Sou apenas um munícipe preocupado com o património oeirense e sua preservação, património que é memória que nos afasta do vazio e nos transporta para a realidade concreta e nos explica, quer a nós, quer aos vindouros.

Quanto à reportagem, também a mim me desiludiu um pouco. Esperava maior incidência em mostrar a grande mancha verde que existia e foi derrubada.

O arquitecto, pois...
O argumento das árvores tortas é bestial, para dizer o mínimo.
Derrubemos por esse país afora as nossas florestas, que cresceram ao deus dará, e estão cheias de árvores tortas. É uma mania que as árvores têm quando crescem naturalmente, sem serem podadas, as malandras...

Obrigado pela visita e comentário.

bjs,

José António disse...

Caro Amigo Jorge,

Subscrevo completamente.

Não são as decisões em si que me chocam.
É o serem tomadas à revelia da opinião e vontade - desejo, sonho, paixão, dor, sofrimento, emoção, mágoa, sentimento - da sociedade civil, dos cidadãos e munícipes, no mais absoluto desrespeito, tomadas dizia por pessoas que se acham num pedestal do poder, endeusadas vá-se lá saber por quem e acima do comum mortal.

Confesso que também me fica uma espécie de vontade de pedir à minha avó que me empreste a bengala...

Obrigado pela visita e comentário.

Forte Abraço

Heloisa disse...

EU ESTOU ABISMADA!

Pergunto-me como e' possivel??? E, diz esse SR. Arquitecto, enfaticamente, que nao foram "130", bom... foram (SO')"120"!

Nao ha' palavras! E. AGORA?...
........
CARO ZE' ANTONIO, ACEITE MEU ABRACO!

José António disse...

Cara Amiga Heloísa,

É o que todos nos perguntamos. Como é possível alguém com um pensar tão paupérrimo e medíocre ter tal poder de intervenção no património?! Enfim...

E agora?

Agora esperamos que as árvores que vão plantar (dizem) cresçam... e que os que estiverem cá daqui a 50 anos... talvez tenham um Liceu com um brilhantismo arbóreo parecido ao que agora se perdeu...

Com Amizade retribuo o Abraço

Maria Clarinda disse...

E eu só hoje pude escrever-te a dar os parabéns, fiquei doida quando li a noticia.. e as lágrimas correram-me...os meus dois filhos andaram lá, eu mesmo passei muito tempo por aquele espaço...e sei quanto aquelas árvores tinham para contar....quantas lágrimas...quantas promessaas de amor....quantos primeiros beijos roubados....e agora...resta o vazio das memórias!
Jinhos

José António disse...

Cara Amiga Clarinda,

Precisamente. O que fica com quem olha aquele deserto é um vazio imenso que nada pode preencher!
Faltam as formas, as cores, as texturas, os odores, as carícias nos sentidos...

As memórias existirão em nós enquanto existirmos.
Quando desaparecermos, nada restará que seja memória.

Obrigado pela visita e comentário.

bjs