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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Artigo «Lisboa está a deixar morrer os seus palácios» por Marisa Soares no Público



Lisboa está a deixar morrer os seus palácios
[ arte / arquitectura / artigo ]
Lisboa

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Lisboa está a deixar morrer os seus palácios

MARISA SOARES

Cerca de um quinto dos palácios e quintas de recreio existentes na capital está mal conservado ou mesmo em ruína, segundo as contas do Fórum Cidadania Lisboa. Alguns estão classificados mas nem a lei os protege do abandono e do vandalismo.

O Palácio da Quinta das Águias é um imóvel de interesse público abrangido por
seis zonas especiais de protecção ENRIC VIVES-RUBIO

Quem passa na Rua da Junqueira, entre a Cordoaria e Belém, nem adivinha o que está no número 138. Por detrás do gradeamento e do matagal que cresceu descontrolado, o edifício mal se vê. É preciso contornar os muros e subir a Calçada da Boa Hora para ter a visão desoladora de um palácio abandonado.

Através do portão de ferro vê-se a fachada principal do palácio da Quinta das Águias, cuja entrada foi vandalizada com graffiti.  A tinta cor de salmão a descascar nas paredes e as janelas abertas ou com vidros partidos sugerem anos de abandono. Dos painéis de azulejos azuis e brancos que revestiam parte das fachadas do edifício há apenas vestígios. No chão, coberto de erva seca, há lixo espalhado. No jardim reina um caos verde e às palmeiras já só restam os enormes troncos. As estátuas das águias que decoravam o portão já “voaram”.

Vão longe os tempos áureos desta quinta setecentista, mandada construir por Manuel Lopes Bicudo, com projecto de Lodi e de Carlos Mardel, e adquirida em 1731 por D. Diogo de Mendonça Corte-Real, secretário de Estado do rei D. José I. No início do século XX, a quinta foi parar à família do médico Lopo de Carvalho e foi vendida nos anos 90 a Ricardo Oliveira, constituído arguido no caso BPN. O estado de conservação do palácio, da capela e do jardim com quase 7000 m2 foi-se deteriorando. O imóvel, classificado como imóvel de interesse público e abrangido por seis zonas especiais de protecção, está para venda na Sotheby's há vários anos, por um preço que em 2010 rondava os 20 milhões de euros.

Como o palácio da Quinta das Águias, há cerca de 30 palácios e quintas de recreio na capital "num estado de incúria e degradação incompatível com o seu grau de classificação e importância histórica", denuncia o Fórum Cidadania Lisboa. Este movimento cívico tem alertado para o mau estado de conservação destes espaços, públicos e privados, tendo feito um inventário 
online
https://www.google.pt/maps/@38.7536696,-9.1814381,13z/data=!4m2!6m1!1szpRGVV6ryPt0.kzx8jL6Ortxc
. No entanto, as diversas cartas de alerta que enviou para a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) e para a Câmara de Lisboa, proprietária de 16 palácios (alguns deles em ruína), ficaram sempre sem resposta.

"Infelizmente há vários palácios neste estado e o mais gritante é o de Almada-Carvalhais", no Largo do Conde Barão, diz Paulo Ferrero, membro fundador do Fórum. "É um escândalo", lamenta, lembrando a beleza do pátio setecentista, dos salões, dos tectos e das varandas. O palácio, monumento nacional desde 1920, pertence a um fundo imobiliário detido em parte pela Caixa Geral de Depósitos. Segundo Ferrero, em Janeiro, numa conferência organizada pelo Fórum e pelo Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, o director da DGPC revelou que já teria pressionado os proprietários daquele palácio para fazerem obras, exigidas também pelos regulamentos municipais. "Ninguém consegue fazer valer a lei", lamenta Ferrero.

O problema, para o historiador José de Sarmento Matos, “é que os palácios só se mantêm se tiverem uma função que os torne dinâmicos dentro da própria cidade”. A solução mais comum é a transformação em hotéis, com os promotores "cada vez mais interessados" em aproveitar a história e o património para "valorizar os seus activos", afirma. O olissipógrafo tem estado envolvido em alguns projectos na capital - incluindo dois para o Palácio da Quinta das Águias, o último dos quais com a assinatura do arquitecto Souto de Moura, mas nenhum seguiu em frente. Segundo a câmara, em 2005 deu entrada um pedido de licenciamento de obras de alteração e ampliação do palácio, inicialmente indeferido e mais tarde aprovado com condicionantes, estando ainda em apreciação na DGPC. Entretanto, “o proprietário foi intimado à realização de obras de conservação, não tendo ainda dado resposta”, informa a autarquia.

Para Sarmento Matos, o edifício não tem área suficiente para acolher um hotel. "Era fantástico para uma embaixada", sugere. O olissipógrafo admite que tem "dor de alma" quando vê um palácio abandonado mas pede que se evite o "fundamentalismo patrimonialista". "Não se pode pedir ao Estado que se substitua aos proprietários, temos que ter uma hierarquia" no que toca aos investimentos, argumenta.

Em 2009, o Governo criou o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, actualmente com uma dotação de 4,8 milhões de euros, para acudir a situações de emergência em relação a bens culturais públicos classificados, mas até agora nenhuma entidade pediu apoio para reabilitar palácios.

fonte Público

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fotografia de abertura - uma fotografia do Palácio e da Quinta das Águias, da autoria de Horácio Novais, com data provável 1950 [ Legenda original -  Rua da Junqueira - (1950)? Foto de Horácio Novais ("Palacete da Quinta das Águias" que no século XIX foi adquirido pelo Visconde da Junqueira, abastado contratador de tabaco e sabão, e dono da "Quinta de Alorna" em Almeirim) in AFML ] do sítio internet Ruas de Lisboa Com Alguma História a quem agradecemos.

sábado, 6 de setembro de 2014

Visita guiada «Caxias [ roteiro histórico e patrimonial ]» com José Meco, Jorge Miranda e Joaquim Boiça [ Caxias ]



Caminhos da Memória
Caxias [ roteiro histórico e patrimonial ]
[ visita guiada ]
José Meco, Jorge Miranda e Joaquim Boiça [ orientação ]
06 Setembro 2014, 09h00
Largo da  Estação Ferroviária de Caxias [ ponto de encontro ]
a visitar > Forte de São Bruno, Jardim do Paço Real da Real Quinta de Caxias e Quinta de Massarelos

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locais a visitar:

a majestosa e dominadora Cascata Real do Jardim do Paço Real da Real Quinta de Caxias o acesso fica a c. 130 mts. da Estação Ferroviária de Caxias [ 38° 42' 1.17" N 9° 16' 23.31" W ]

o Paço da Quinta de Massarelos
Rua Doutor Jorge Rivotti, 36, 2760-047 Caxias [ 38° 41' 56.71" N 9° 16' 22.36" W ]

o Forte de São Bruno
Avenida Marginal, Caxias [ 38° 41' 51.90" N 9° 16' 29.43" W ]

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Caxias
[ 38° 42' 6.69" N 9° 16' 11.37" W ]
legenda:
J - Jardim do Paço Real da Real Quinta de Caxias [ 38° 42' 1.17" N 9° 16' 23.31" W ]
P - Palácio da Quinta de Massarelos [ 38° 41' 56.71" N 9° 16' 22.36" W ]
F - Forte de São Bruno [ 38° 41' 51.90" N 9° 16' 29.43" W ]

o Largo da Estação Ferroviária de Caxias
38° 41' 56.29" N 9° 16' 27.50" W

J.F. Caxias:
09h00 - 18h00
Rua Dr. Manuel Rodrigues – Edifício da Junta, 2760-048 Caxias
t. 21 441 49 32
f. 21 441 49 33
jf-caxias@mail.telepac.pt / website

fotografia de abertura - um dos magníficos painéis de azulejo da Casa de Massarelos, este representando o Verão
 [ legenda original: Casa de Massarelos, Caxias, Portugal / Representação do Verão. Azulejos do século XVIII, atribuídos à oficina Bartolomeu Antunes. Fotógrafo: João Miguel dos Santos Simões (1907-1972). Data de produção da fotografia original: 1960-1970. [CFT009.1870n.ic] ] do sítio internet Flickr [ publicada por Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste / Gulbenkian / Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
 ] a quem agradecemos.
fotografia da Cascata Real do Jardim do Paço Real da Real Quinta de Caxias do sítio internet #Caxias @ O Seu Centro de Informação a quem agradecemos.
fotografia do Paço de Massarelos do sítio internet #Caxias @ O Seu Centro de Informação a quem agradecemos.
fotografia do Forte de São Bruno [ fotografia datada 08-08-2007 17h02 ] © josé antónio • comunicação visual reprodução proibida.
fotografia aérea de Caxias do Google Earth
fotografia do Largo da Estação Ferroviária de Caxias do Street View do Google Earth

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Visita guiada «Paço de Arcos [ roteiro histórico e patrimonial ]» com José Meco, Jorge Miranda e Joaquim Boiça [ Paço de Arcos ]



Caminhos da Memória
Paço de Arcos [ roteiro histórico e patrimonial ]
[ visita guiada ]
José Meco, Jorge Miranda e Joaquim Boiça [ orientação ]
02 Agosto 2014, 09h00
Palácio dos Arcos [ ponto de encontro ]
a visitar > Palácio dos Arcos, Capela do Sr. Jesus dos Navegantes, Fornos de Cal,
Jardim Municipal, Forte de São Pedro e Socorros a Náufragos, Paço de Arcos

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locais a visitar:
o Palácio dos Arcos numa fotografia datada 08-08-2007 18h10 [ actual Vila Galé Palácio dos Arcos Hotel dos Poetas ]
Rua Costa Pinto, Paço de Arcos [ 38° 41' 45.01" N 9° 17' 22.91" W ]

a Capela do Senhor Jesus dos Navegantes numa fotografia datada 08-08-2007 18h19
Travessa da Ermida, Paço de Arcos [ 38° 41' 45.18" N 9° 17' 24.65" W ]

um dos Fornos de Cal numa fotografia datada 16-06-2012 16h56'13
Rua dos Fornos, Paço de Arcos [ 38° 41' 39.74" N 9° 17' 35.40" W ]

o monumento ao Patrão Joaquim Lopes, no Jardim Municipal de Paço de Arcos numa fotografia datada 16-06-2012  16h28'01
limites: N - Rua Marquês de Pombal; E - Avenida Marginal; S - Avenida Marginal W - Avenida Marquês de Pombal [ 38° 41' 34.28" N 9° 17' 35.09" W ]

a Porta do Forte de São Pedro numa fotografia datada 16-06-2012 16h31'50
Praça 5 de Outubro, Paço de Arcos [ 38° 41' 35.32" N 9° 17' 36.42" W ]

o Instituto de Socorros a Náufragos 'Patrão Lopes' numa fotografia datada 08-08-2007 18h15 
Avenida Marginal, Paço de Arcos [ 38° 41' 42.46" N 9° 17' 23.33" W ]

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Paço de Arcos
[ 38° 41' 47.18" N 9° 17' 29.13" W ]
legenda:
A - Palácio dos Arcos [  38°41'45.01"N  9°17'22.91"W ] C - Capela do Sr. Jesus dos Navegantes [  38°41'45.18"N  9°17'24.65"W ] F - Fornos de Cal [  38°41'39.74"N  9°17'35.40"W ]
J - Jardim Municipal [  38°41'37.43"N  9°17'33.45"W ] P - Forte de São Pedro [  38°41'35.32"N  9°17'36.42"W ] S - Socorros a Náufragos [  38°41'42.46"N  9°17'23.33"W ]

J.F. Paço de Arcos:
09h00-17h30 [ excepto em Agosto, que encerra 12h30-14h00 ]
Praceta Dionísio Matias - Edifício do Mercado, 2770-051 Paço de Arcos
t. 21 443 77 93 / f. 21 442 79 89
geral@jf-pacodearcos.pt / website

fotografia de abertura - a Lápide epigrafada que se encontra sobre a porta do Forte de São Pedro, na Praça 5 de Outubro, em Paço de Arcos [ transcrição: REINANDO S. M. FIDELISSIMA / A SENHORA D MARIA II / E GOVERNANDO A PRAÇA DE / S. ULIÃO DA BARRA / O GENERAL BARÃO DA BATALHA / FOI REEDIFICADO ESTE FORTE / SENDO SEU GOVERNADOR / O MAJOR DIOGO JOZE DA CRUZ / - - - - - || - - - - - / DIRECTOR O CAPITÃO DO BATALHÃO D’ENGENHEIROS / J A ESTEVES VAZ / 1853 | segundo Callixto, Carlos Pereira, «Fortificações Marítimas do Concelho de Oeiras», Câmara Municipal de Oeiras, 2.ª Reed. Julho 2002, pág. 36 ] [ fotografia datada 16-06-2012 16h31'24 ] © josé antónio • comunicação visual reprodução proibida.
todas as fotografias © josé antónio • comunicação visual reprodução proibida.
fotografia aérea de Paço de Arcos do Google Earth

sexta-feira, 30 de maio de 2014

«Aos Sábados no Palácio» [ Oeiras ]



«Aos Sábados no Palácio»
[ várias actividades ]
Alexandra Fernandes, Teodora Boneva, 
Muzumbos e Sons e Ecos [ responsáveis ]
31 Maio 2014, 10h00 [ início ]
Palácio do Marquês, Oeiras

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fonte Susana Pereira - Câmara Municipal de Oeiras

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Palácio Marquês de Pombal
Largo Marquês de Pombal , 2784-540 Oeiras
t. 214 408 781 / website
38° 41' 33.29" N 9° 18' 52.69" W

ilustração de abertura © josé antónio • comunicação visual reprodução proibida.
fotografia do Palácio Marquês de Pombal [ fotografia datada 02-09-2006 ] © josé antónio • comunicação visual reprodução proibida.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Visita guiada ao Palácio da Flor da Murta [ Terrugem ]


inscrições gratuitas mas obrigatórias até às 16h da véspera, 28-01-2014


À Descoberta do Património... 
Palácio da Flor da Murta
[ visita ]
29 Janeiro 2014, 10h00
Palácio da Flor da Murta

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VISITA AO PALÁCIO DA FLOR DA MURTA (ENTRE CAXIAS E PAÇO DE ARCOS)

À Descoberta do Património...


Data Início: 29-01-2014
Data Fim: 29-01-2014

Local: O Palácio Flor da Murta - Terrugem

Outras Informações: Inscrições a partir do 1º dia útil do mês da visita

Visitas guiadas a locais emblemáticos do Concelho

Dia 29 Janeiro . Quarta . 10h00
O Palácio Flor da Murta . Terrugem

Remonta a 1549 e era parte de um vasto domínio senhorial designado por “Quinta da Terrugem”. O palacete de linhas nobres com dois andares e uma varanda de arcaria de volta inteira, é uma ténue recordação da linda “Flor da Murta”, D. Leonor Clara de Portugal, que foi a favorita do rei D. João V. Sombras de tragédia, as lágrimas de D. Jorge de Meneses, traído pelo
seu rei e pela sua mulher.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
(a partir do 1º dia útil do mês da visita) CM Oeiras - DPHM
tel. 214 404 851 . dphm@cm-oeiras.pt

Inscrições até às 16h da véspera (mín. 10, máx. 25 participantes)
Gratuitas

fonte Vale da Terrugem

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fonte Célia Garrett Florêncio

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Palácio da Flor da Murta
Quinta da Terrugem, Caxias
38° 42' 6.51" N 9° 17' 2.77" W

fotografia de abertura - uma vista aérea da Quinta da Terrugem e do Palácio da Flor da Murta - do Bing Maps
fotografia do Palácio da Flor da Murta do sítio internet Município de Oeiras a quem agradecemos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ainda o Paço dos Arcos



Ainda o Paço dos Arcos
[ polémica ]
Paço de Arcos

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Paço dos Arcos

O Palácio dos Arcos - ou Paço dos Arcos como preferimos - é um monumento incontornável para quem visita Paço de Arcos. Um ex-libris e um cartão de visita daquela vila.

Tem uma área bruta de 2.000 metros quadrados distribuída por três pisos, e está classificado como Monumento de Interesse Municipal.
É um edifício de linhas simples, mas muito interessante e cuidado.
Situado em pleno Centro Histórico da vila de Paço de Arcos junto à Avenida Marginal e ao Rio Tejo, é impossível que passe despercebido.

Foi construído no século XV - “(…) Encontrámos registo documental que comprova a sua existência já em 1437! (…) “ diz-nos o Dr. Jorge Miranda, historiador de História local do Concelho de Oeiras.

Pertenceu a Antão Martins Homem, segundo capitão da Vila da Praia.
Passou por uma reedificação durante o século XVIII.
Pertencia ao morgadio de Paço de Arcos, criado em 1698 por D. Teresa Eufrásia de Meneses, que o legou a D. Jorge Henriques, Senhor das Alcáçovas.
Posteriormente o Palácio foi pertença da família Lencastre, cujo brasão - de Henrique e Lencastre - ainda é visível na varanda do edifício.

Do conjunto original, o actual edifício mantém os dois torreões ligados por uma grande varanda, sob a qual subjazem três grandes arcos.
Conserva também a capela, com um magnífico altar barroco, dedicado a Nossa Senhora do Rosário.
Do interior do Palácio nada podemos adiantar, pois nunca lá entrámos e não o conhecemos, nem encontrámos imagens ou informação sobre este aspecto.

Está dotado dum magnífico e enorme Jardim/Parque, constituído por diversos espécimes centenários de arbustos e árvores de grande porte, algumas muito raras - como Belas-Sombras [ Phytolacca dioica ] e um Dragoeiro [ Dracaena draco ], entre muitas outras - também estes considerados Património.

Este Jardim é o que resta da extensa quinta na qual se integrava o Palácio.
Não é assim de estranhar que existam ainda vestígios dum poço, de minas de água, dum tanque e da antiga rede encanada de abastecimento de água da quinta e do Palácio.

Segundo rezam as crónicas, El-Rei D. Manuel I, o Venturoso, e a sua filha D. Maria, teriam estado hopedados em várias ocasiões no Palácio, quer para participar em caçadas na quinta do morgadio, quer para assistir à partida das caravelas para a Índia.
Segundo as mesmas, também os reis D. Fernando, D. Luis e a rainha D. Maria Pia, deslocaram-se ao Palácio para assistirem às célebes e tradicionais regatas de Paço de Arcos.

Quanto ao nome, quer do Palácio, quer da vila, sobre qual deu o nome a qual, a polémica permanece.
Supôs-se que a vila teria recebido o nome a partir da designação do Palácio.
Ainda não foi possível chegar a uma conclusão definitiva, apesar dos esforços dos historiadores.
Contudo é cada vez mais aceite que não existe qualquer relação.

Presentemente, desde 1997, o monumento é propriedade da Câmara Municipal de Oeiras, tendo passado para esta por morte do seu último proprietário, o Conde de Arronchella e de Castelo de Paiva, José Martinho de Arrochela Pinto de Lencastre Ferrão, que o legou, junto com o recheio, em testamento ao Município de Oeiras com a condição de ali ser feita uma Casa-Museu com o seu nome.

Nos últimos tempos foram detectadas algumas patologias no edifício, que conduziram a Câmara à decisão de adaptar o Palácio a uma unidade hoteleira, um hotel de charme, tendo como contrapartida a recuperação e reabilitação do edifício.

Esta decisão levantou acesa polémica na população, assim como entre os historiadores e nas pessoas da Cultura, quer pelo receio de ver perdido de forma irreparável e irrecuperável o ‘seu’ monumento, quer pela perda da fruição pública do seu agradável Jardim.

O Jardim desaparece quase completamente, a julgar pelas maquetas do projecto arquitectónico e deixa, é claro, de estar acessível à fruição da população, mesmo que alguma parte dele seja poupada, pois deixa de estar aberto ao exterior, fazendo-se o acesso pela recepção do hotel. É o que nos parece, apesar do que diz o promotor, que ‘garante’ que o Jardim vai estar aberto ao público…

Tem sido denunciado também com veemência, que se procure iludir a população, designando como ‘hotel de charme’ uma unidade hoteleira prevista para albergar 60 ou 70 quartos.
O que posteriormente foi desmentido, tendo sido esclarecido que se trata duma ‘pousada’ com 90 quartos!… De mal a pior...

Outro receio que tem sido exposto, deve-se a que esteja previsto a recepção, as salas de estar, o restaurante, o bar, a biblioteca e as cozinhas do hotel, serem construída no próprio Palácio, e os quartos em edifícios construídos no Jardim - que desaparece - e a ligação entre os edifícios a construir (quartos) e os serviços instalados no Palácio ser feita através da Capela. Como? Alterando o quê?

Preocupante é também o destino do valioso espólio do Palácio, legado pelo Conde de Arronchella, destinado à Casa-Museu, e do qual nada se sabe - nem sequer se ainda está no Palácio, ou se terá ido para parte incerta.

Sobre este espólio diz-nos o Dr. Jorge Miranda: “(…) De maior relevo, lembramo-nos de ter visto, com muito apreço, uma valiosa árvore da vida, em marfim, o retrato de D. Teresa Eufrásia de Meneses, do século XVIII, instituidora do morgado dos Arcos, a aguarela de Enrico Casanova, que foi o mestre do rei D. Carlos, representando o palácio dos Arcos, e o interessante e esclarecedor desenho, inacabado, de uma regata na baía de Paço de Arcos nos anos 70 do século XIX , e pouco mais. Agora, lemos que também lá se encontram (ou encontravam) trabalhos pictóricos de Vieira da Silva, Almada Negreiros e Mário Cesariny. E que mais com “peso”, para além de alguns valiosos móveis que sabemos a câmara ter mandado já restaurar? (…)”

Apresentamos de seguida diversas imagens que mostram o Palácio e o Jardim como eram antes das alterações que estão a decorrer; imagens das maquetas do projecto que dão uma (pálida) ideia das profundas alterações, em especial no Jardim; e imagens das obras a decorrer.

Vista aérea do Paço dos Arcos e Jardim, anterior à intervenção.
Obtida no Bing Maps.

Aguarela com uma representação do Paço dos Arcos em tempos antigos.
Publicada no blogue Portugalsem indicação de autor, data ou proveniência.


Fotografia do Paço dos Arcos nos anos 50 do séc. XX, de António Passaporte.
Publicada por oeirascomhistoria no Flickr,
legendada “Palácio dos Arcos // António Passaporte, séc XX // in Álbum com vista sobre Oeiras,1992, CMO”


Fotografia do Paço dos Arcos não datada, mas talvez dos anos 50 do séc. XX.
Publicada por Mafas Silva no grupo do Facebook Conhecer Oeiras… Ontem e Hoje!

Fotografia da maqueta do projecto arquitectónico, publicada na imprensa.
Tirada dum recorte publicado em 30-10-2012 por Eduardo Coutinho no grupo do Facebook Conhecer Oeiras… Ontem e Hoje!

Imagem da maqueta 3D do projecto arquitectónico.

O Paço dos Arcos em obras, 16-06-2012.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


Abate de árvores no Jardim.
Publicada por Mário Matos no Oeiras Online.


O enquadramento urbano do Paço dos Arcos e Jardim, 08-10-2006.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


O Paço dos Arcos com os torreões e a grande varanda virada ao Tejo, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Torreão e corpo poente do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


Corpo poente do Paço dos Arcos. O arco ao fundo é a entrada para o pátio e Jardim, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


Torreão poente do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


Corpo poente do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


Entrada do pátio e Jardim do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Pátio e portão de entrada do Jardim do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Corpo nascente do Paço dos Arcos visto do Jardim, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Um recanto do Jardim do Paço dos Arcos cheio de vegetação frondosa, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Jardim do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Jardim do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Jardim do Paço dos Arcos, 08-08-2007.
© josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.

Por agora ficamos por aqui, com um singelo...
Deus nos acuda!

Fontes:

Blogue Oeiras Local:
Blogue Portugal:
Blogue Oeiras Regional:
Blogue Os Bardinos:
Sítio Guia da Cidade:
Sítio Vila Galé:
Sítio Publituris:
Sítio / Actualidades:
Sítio Económico:
Sítio Viajar:
Sítio ><: