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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Negativos de Robert Capa expostos em Barcelona
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Enterramento neolítico encontrado em Barcelona

um enterramento no Neolítico
Enterramento neolítico
encontrado em Barcelona
[ arqueologia ]
Barcelona, Espanha
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Enterramento neolítico encontrado em Barcelona
Restos arqueológicos apareceram durante obras de alargamento de parque de estacionamento

Enterramento neolítico encontrado no bairro Raval, em Barcelona
Restos de um enterramento neolítico apareceram durante obras de alargamento do Parque de Estacionamento da Praça de la Gardunya, em Barcelona. Ferran Puig, do Museu de História de Barcelona (MUHBA) explicou que foi encontrado o que se pensa ser o esqueleto de uma mulher enterrada em posição fetal, acompanhada por objectos de adorno pessoal feitos de pedra e osso.
Esta forma de enterramento era habitual durante o período neolítico antigo e médio. A mulher tinha uma pulseira de contas de variscita (mineral semiprecioso), um colar de pequenas contas de esteatite e um pingente que é um dente de javali.
Os materiais de que são feitos esses objectos procedem de zonas muito distantes como as minas de Gavà e zonas vulcânicas dos Pirenéus. Este facto pode ajudar a definir a população como semi-nómada e recolectora, embora nesta altura já praticasse uma agricultura incipiente.
A actual praça da Gardunya era naquela época uma planície fértil onde se colhia cevada e trigo de forma primitiva. Junto à zona do Sant Paul de Camp e da Rambla – no bairro Raval – registaram-se ao longo dos últimos 20 anos diferentes níveis arqueológicos.
Os achados vão ser agora transportados para o Centro de Conservação do MUHBA onde serão estudados e preservados. Ferran Puig afirmou já que os ossos encontram-se em muito mau estado devido à acidez do solo. Não será possível conservar muitos deles, apesar de serem úteis para a datação por carbono 14.
Da modernidade à Pré-história
As escavações que têm sido realizadas na zona do Raval têm permitido conhecer melhor as ocupações humanas daquele local. Existem sítios da época moderna, medieval, romana e pré-histórica.
As investigações demonstram também que existe uma “franja neolítica” que pode conter muitas surpresas arqueológicas entre a Plaça del Pí e a Ronda de Sant Pau, onde muito provavelmente viveu gente no período neolítico.
O enterramento encontra-se perto dos do antigo convento de Jerusalém, debaixo do qual foram achados restos urbanos da idade moderna, níveis de romano e também pré-históricos.
O achado mais recente vem completar o registo arqueológico da zona que o MUHBA estuda há quase três anos. Começa-se, assim, a formar uma visão ampla que poderá vir explicar os rituais funerários, os costumes e a estética daquelas populações.
fonte Ciência Hoje
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imagem de abertura do sítio internet Um Pouco de História e Histórias! a quem agradecemos.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Alguns islandeses descendem de ameríndia pré-colombiana

representação artística de um grupo de ameríndios
Alguns islandeses descendem
de ameríndia pré-colombiana
[ antropologia ]
Estudo revela que alguns islandeses descendem de ameríndia pré-colombiana
Análises de DNA provam que houve cruzamento entre vikings e índios americamos por volta do ano 1000

Os vikings estiveram na América por volta do ano 1000
Através de dados arqueológicos e da tradição literária existente, já se sabia que os vikings tinham estado na América antes do descobridor oficial – Cristóvão Colombo – lá ter chegado. Agora, uma investigação genética vem comprovar essa presença, indicando que houve de facto contacto entre as populações. Mais, uma mulher ameríndia terá sido levada para a Islândia e dela descendem algumas das famílias ainda existentes.
Para chegar a esta conclusão a equipa de investigadores analisou o DNA de quatro famílias islandesas – 80 pessoas – nas quais tinha identificou uma linhagem ameríndia. Apercebeu-se, assim, que o contacto pré-colombiano terá acontecido cinco séculos antes da chegada de Colombo. O artigo está publicado na revista «Journal of Physical Anthropology».
Sabia-se que os genes dos actuais islandeses procediam dos países escandinavos, da Escócia e da Irlanda, mas não se conhecia esta outra origem distante, explica o Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol, ao qual pertence um dos grupos de investigação.
O povoado viking L'Anse aux Meadows, na ilha de Terra Nova (Canadá), descoberto em 1960 por Helge Ingstad e Anne Stine Ingstad, e textos medievais como «A Saga de Erik, o Vermelho», escrita em 1260 apontavam já que estes povos tinham alcançado a América no século X.
Os dados de DNA vêm acrescentar que os genes das populações se cruzaram. A linhagem encontrada nas quatro famílias (C1e) é mitocondrial, uma organela da célula externa ao núcleo e implicado nos processos de produção de energia, que é herdado exclusivamente da mãe.
Os vikings terão levado uma mulher ameríndia para a Islândia por volta do ano 1000, que cruzou os seus genes com os da população local. Esta é uma hipótese plausível, acredita Carles Lalueza-Fox, investigador do Instituto de Biologia Evolutiva (CSIC - Universidade Pompeu Fabra, Barcelona), pois a ilha ficou bastante tempo isolada a partir dessa época.
A investigação foi realizada em colaboração com a Universidade da Islândia e a empresa farmacêutica Decode Genetics, ambas de Reiquiavique.
Artigo: A new subclade of mtDNA haplogroup C1 found in icelanders: Evidence of pre-columbian contact?
fonte Ciência Hoje
imagem de abertura do sítio internet Virtuália - O Manifesto Digital a quem agradecemos.


