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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pára-quedistas mortos em combate na Guerra Colonial Portuguesa




Pára-quedistas mortos em combate
na Guerra Colonial Portuguesa
[ memória histórica ]
África

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Monumento aos Pára-quedistas Mortos, ETP, Tancos

A Guerra Colonial Portuguesa [ 1961-1975 ] é na actualidade, e ainda para muitas famílias, memória dolorosa dum passado recente.

São muitas as mães e pais que ainda recordam e choram os seus filhos, mortos nesse conflito que opôs os movimentos independentistas das nossas ex-colónias às forças armadas portuguesas.

A História também é feita destas memórias.
Memória daqueles que deram a vida, com honra e dignidade, porque as forças fascistas e colonialistas no poder a isso os obrigavam, em nome duma Pátria que era incutida nos espírito dos portugueses.

Independentemente da leitura política que se possa fazer da Guerra Colonial Portuguesa, uma coisa temos como certa. Estes homens e mulheres não deviam ter morrido, mereciam ter vivido a vida.

Mereciam ter regressado ao lar e ter seguido a sua viagem nesta vida efémera.
Com prazer, com amor, com emprego, com família, com dignidade, com tudo o que a guerra lhes roubou.

Aqui estão os seus nomes e rostos:



fonte Joaquim Gonçalves [ facebook ]

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sobre a Guerra Colonial / Guerra do Ultramar veja em Guerra Colonial - Infopédia, em Wikipédia, em Guerra Colonial Portuguesa, em Guerra Colonial Portuguesa - Guerra do Ultramar - 25 de Abril e em Guerra Colonial

fotografia de abertura - soldados pára-quedistas em missão numa antiga colónia portuguesa - do sítio internet Tropas Pára-quedistas, a quem agradecemos.
fotografia do Monumento do sítio internet Tropas Pára-quedistas Portuguesas, a quem agradecemos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

bomba de água manual


Esta curiosa bomba manual de tirar água dum poço, como já não víamos há muitos anos, não será muito antiga. Não o parece ser.

Contudo acreditamos que possa remontar a duas ou três décadas pelo menos, a um tempo em que Sassoeiros era apenas um pequeno lugar, ao contrário do que hoje por lá se vê, com muitas moradias e prédios encavalitados uns nos outros.


Está localizada num minúsculo jardim junto à Rotunda de Sassoeiros e a norte desta, paredes meias com o limite poente do nosso concelho.

Este pequeno jardim, apesar das sombras, só não é um local aprazível devido ao intenso trânsito automóvel que passa no local.

E pena é também que, segundo uma placa afixada no local, a água seja imprópria para consumo.


Enfim, vestígios dum passado recente que tivemos o privilégio de conhecer e fruir, e cuja memória guardamos com carinho porque nos recorda a meninice.

Deixamos as imagens:


bomba de água manual


placa informativa


recanto junto ao poço


pequeno jardim


fotografias 18-03-2010, 16h37-16h39 © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


domingo, 14 de março de 2010

Crónicas da Sala de Espera


capa do livro


Pedro Beça Múrias tem 47 anos e é jornalista.

Tendo ultrapassado um cancro, a sua experiência chega agora até nós sob o formato de livro. [ in Fnac Agenda, 01-15 Março 2010, p. 20 ]


Eu não podia faltar a um acontecimento tão importante e no dia 10 fui à Fnac Chiado ao lançamento do livro do Pita, como o conhecemos entre amigos de infância e de bairro.

Numa sala acolhedora repleta de amigos e convidados, entre os quais reencontrei amigos que não via há muitos anos, o Pedro disse-nos da sua terrível experiência e razão deste livro.

Uma obra cuja leitura recomendamos vivamente, pois trata-se dum pugente testemunho de vida, de vontade e de coragem que muito nos pode ensinar.


Parabéns ao Pita pela sua força e coragem e pelo livro!


Desejos dum futuro repleto de realizações e felicidade!


Forte Abraço do Zétó!


Pedro Múrias a autografar livros


O Pedro Beça Múrias está no Facebook [ aqui ].


fotografia da capa do sítio internet Fotos de Bairro da Medrosa no Facebook [ aqui ].

fotografias © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida


domingo, 31 de janeiro de 2010

do baú... 001


do baú...

Andar a vasculhar no fundo do baú, sim esse, esse que nos acompanha para todo o lado, mesmo quando mudamos trinta vezes de casa, e do qual dizemos "um destes dias tenho que dar uma limpeza a esta tralha...", coisa que nunca fazemos, andar a vasculhar no fundo do baú dizia, tem destas coisas.


Nunca encontramos o que procuramos e nos levou a abrir-lhe a tampa. Um qualquer mistério insondável quiçá metafísico faz com que o que procuramos e éramos capazes de jurar a pés juntos estar guardado no fundinho daquele baú, se tenha evaporado no terrífico vácuo eterno e infinito que só os físicos quânticos e outros seres estranhos e inefáveis são capazes de explicar porque carga de água há-de existir. Só para nos contrariar está bom de ver.


Seja como for, lá vasculhamos como doidos, apenas para chegar à conclusão que perdemos umas horas preciosas para outras coisas importantes e úteis como comer e beber e não encontrámos o pretendido.


O engraçado é que se estivermos atentos e olharmos com olhos de ver a tralhada que acumulámos ao longo de anos, descobrimos que felizmente não nos demos ao trabalho de pôr no saco do lixo certas coisas que hoje nos aparecem como verdadeiras preciosidades.

Não que tenham algum valor económico. Se o tivessem, tê-las-iamos vendido ou posto no prego...

O valor delas é outro. Pode ser sentimental, pode ser documental, pode ser histórico, pode valer por uma certa raridade, pode ter valor de colecção, pode ser tanta coisa.


Foi o que se passou comigo que claro não consegui encontrar o que procurava, mas encontrei outras coisas, algumas nem me lembrava que as tinha, claro, e que por motivos diferentes, têm para mim algum valor e quero aqui partilhar, pois são memórias de outros tempos que com elas vamos recordar.


Comecemos então. E para inaugurar esta nóvel secção «do baú...» temos:



propaganda política anti-fascista em 1973


Encontrei este pedaço de fita autocolante na estação CP da Parede, colado num poste do telheiro do lado mar. Na época eu estudava no Colégio Portugal ali mesmo ao lado.

Li os dizeres, olhei em redor e não vi ninguém por perto e, apesar de saber que ia fazer uma coisa perigosa, cuidadosamente descolei o autocolante e coloquei-o dentro da minha pasta. Mais tarde fiz no verso a anotação que lá está.