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sábado, 1 de junho de 2013

Língua ancestral comum dos eurasiáticos nasceu há 15 mil anos no Mediterrâneo




Língua ancestral comum dos eurasiáticos
nasceu há 15 mil anos no Mediterrâneo
[ linguística ]

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Língua ancestral comum dos eurasiáticos  nasceu há 15 mil anos no Mediterrâneo

Essa língua deu origem à família indo-europeia e a outras famílias linguísticas da Ásia

Os investigadores compararam as chamadas
"palavras ultra-conservadas" das várias famílias de línguas

Para tentar reconstruir a história da linguagem humana, os linguistas estão seguir os passos dos biólogos evolutivos. Investigadores britânicos e neozelandeses encontraram evidências de que terá havido uma língua ancestral que deu origem aos 5 mil idiomas actuais falados na Europa e na Ásia. Essa língua seria a que se falava no Mediterrâneo há 15 mil anos, quando a última glaciação começou a recuar, e as novas terras “saídas” do gelo ligaram a massa terrestre eurasiática.

O jurista britânico William Jones, formulou, várias décadas antes de Darwin conceber a sua teoria da evolução das espécies, uma teoria evolutiva sobre a linguagem. Defendia que o sânscrito, o grego, o latim, o gótico, persa e o celta tinham proveniência do mesmo tronco comum. Tinha nascido aquilo que hoje se chama de família linguística indo-europeia, que tem as suas raízes nos povoados neolíticos do Próximo Oriente, as primeiras comunidades a praticar a agricultura, há 10 mil anos.

A língua agora proposta pelo novo estudo seria ainda mais antiga (15 mil anos) e abrangeria além das línguas indo-europeias outras como o chinês ou o basco.
(...)

fonte Ciência Hoje onde pode ler a notícia na íntegra.

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imagem de abertura - «A Confusão das Línguas» [ 1865 ] ilustração de Paul Gustave Do [ Estrasburgo, 06-01-1832 — Paris, 23-01-1883 ] - do sítio internet Wikipédia a quem agradecemos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A origem da linguagem humana



A origem da linguagem humana

[ linguística ]


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A origem da linguagem humana


Estudo sugere que a 'palavra nasceu' em África


Segundo Atkinson, o número de fonemas é maior em África


Psicólogos da Universidade de Auckland acabam de publicar dois grandes estudos sobre a diversidade de línguas do mundo nos jornais Science e Nature. O primeiro estudo, publicado na Science por Quentin Atkinson, sugere que África é o berço da linguagem humana.


Quentin Atkinson estudou os fonemas, ou unidades perceptivelmente distintas do som que diferenciam palavras, usado em 504 línguas humanas actuais e descobriu que o número de fonemas é maior em África e diminui com o distanciamento deste continente.

O menor número de fonemas são encontrados na América do Sul e nas ilhas tropicais do Oceano Pacífico. Este padrão encaixa-se num modelo em que as populações pequenas em expansão progressiva perdem diversidade. O cientista observou que esse padrão de uso de fonemas em todo o mundo reflecte o padrão de diversidade genética humana, que também diminuiu à medida que os seres humanos se expandiram de África para colonizar outras regiões.


Em geral, as áreas da Terra que foram colonizadas mais recentemente incorporam menos fonemas nas línguas locais ao passo que as áreas que receberam os seres humanos modernos há milénios (principalmente a África subsaariana) ainda usam o maior número de fonemas.


Este declínio no uso de fonemas não é explicado por mudanças demográficas ou outros factores locais, e fornece fortes evidências de uma origem das línguas modernas humana em África.


Cognição supera cultura


O segundo estudo, publicado na Nature pelos investigadores Russell Gray e Simon Greenhill da Universidade de Auckland e os colegas Michael Dunn e Stephen Levinson do Instituto Max Planck de Psicolinguística, na Holanda, desafia a ideia de que o cérebro humano produz regras universais para a linguagem.


“A diversidade das línguas do mundo é incrível”, afirma Russell Gray. “Há cerca de sete mil línguas faladas hoje em dia, algumas com apenas uma dúzia de sons contrastivos, outros com mais de cem, alguns com padrões complexos de formação de palavras, outros apenas com simples palavras, alguns com o verbo no início da frase, outros no meio e no final”.


Segundo o cientista, a investigação “mostra que as reivindicações que alguns linguistas têm feito sobre o papel da estrutura inata da mente humana na formação da variação linguística têm sido extremamente exageradas”.


Com métodos computacionais derivados da biologia evolutiva, Russell Gray e equipa analisaram os padrões globais na ordem da evolução da palavra. Em vez de padrões universais de dependências nas características da palavra, os investigadores descobriram que cada família de linguagem tinha as suas próprias tendências evolutivas. “No que toca à evolução da linguagem, a cognição prevalece sobre a cultura”, sublinhou Russell Gray.


fonte Ciência Hoje


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fotografia de abertura do sítio internet Be The Ad! a quem agradecemos.