Abraço
Rui Pinto
Portugal em África | Rui Costa Pinto

fotograma do filme "A Guerra do Fogo" [ 1981, Jean-Jacques Annaud ]
Há dois milhões de anos só as fêmeas
hominídeas percorriam grandes distâncias
[ arqueologia ]
África
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Há dois milhões de anos só as fêmeas hominídeas percorriam grandes distâncias
Relação dos Australopithecus africanus e Paranthropus robustus com o território analisada através dos dentes

Os «Australopithecus africanus» estudados são da África do Sul
Através da análise aos dentes de oito Australopithecus africanus e 11 Paranthropus robustus, uma equipa de cientistas da Universidade do Colorado Boulder descobriu que estes hominídeos ancestrais tinham uma particularidade: as fêmeas percorriam maiores distâncias no território do que os machos.
Os cientistas analisaram o esmalte dos dentes destes indivíduos. Chegaram à conclusão que, em mais de metade das fêmeas, os dentes definitivos formaram-se muito longe do local onde nasceram e passaram a infância. Apenas 10 por cento dos machos tinham as mesmas características. O estudo está publicado na «Nature».
fonte Ciência Hoje
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A origem da linguagem humana
[ linguística ]
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Estudo sugere que a 'palavra nasceu' em África

Segundo Atkinson, o número de fonemas é maior em África
Psicólogos da Universidade de Auckland acabam de publicar dois grandes estudos sobre a diversidade de línguas do mundo nos jornais Science e Nature. O primeiro estudo, publicado na Science por Quentin Atkinson, sugere que África é o berço da linguagem humana.
Quentin Atkinson estudou os fonemas, ou unidades perceptivelmente distintas do som que diferenciam palavras, usado em 504 línguas humanas actuais e descobriu que o número de fonemas é maior em África e diminui com o distanciamento deste continente.
O menor número de fonemas são encontrados na América do Sul e nas ilhas tropicais do Oceano Pacífico. Este padrão encaixa-se num modelo em que as populações pequenas em expansão progressiva perdem diversidade. O cientista observou que esse padrão de uso de fonemas em todo o mundo reflecte o padrão de diversidade genética humana, que também diminuiu à medida que os seres humanos se expandiram de África para colonizar outras regiões.
Em geral, as áreas da Terra que foram colonizadas mais recentemente incorporam menos fonemas nas línguas locais ao passo que as áreas que receberam os seres humanos modernos há milénios (principalmente a África subsaariana) ainda usam o maior número de fonemas.
Este declínio no uso de fonemas não é explicado por mudanças demográficas ou outros factores locais, e fornece fortes evidências de uma origem das línguas modernas humana em África.
Cognição supera cultura
O segundo estudo, publicado na Nature pelos investigadores Russell Gray e Simon Greenhill da Universidade de Auckland e os colegas Michael Dunn e Stephen Levinson do Instituto Max Planck de Psicolinguística, na Holanda, desafia a ideia de que o cérebro humano produz regras universais para a linguagem.
“A diversidade das línguas do mundo é incrível”, afirma Russell Gray. “Há cerca de sete mil línguas faladas hoje em dia, algumas com apenas uma dúzia de sons contrastivos, outros com mais de cem, alguns com padrões complexos de formação de palavras, outros apenas com simples palavras, alguns com o verbo no início da frase, outros no meio e no final”.
Segundo o cientista, a investigação “mostra que as reivindicações que alguns linguistas têm feito sobre o papel da estrutura inata da mente humana na formação da variação linguística têm sido extremamente exageradas”.
Com métodos computacionais derivados da biologia evolutiva, Russell Gray e equipa analisaram os padrões globais na ordem da evolução da palavra. Em vez de padrões universais de dependências nas características da palavra, os investigadores descobriram que cada família de linguagem tinha as suas próprias tendências evolutivas. “No que toca à evolução da linguagem, a cognição prevalece sobre a cultura”, sublinhou Russell Gray.
fonte Ciência Hoje
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máscara africana
Novo museu de Arte Primitiva e Africana
[ museologia ]
Almeida
Novo museu de Arte Primitiva e Africana
O professor e investigador Adriano Vasco Rodrigues pretende disponibilizar o espólio pessoal de Arte Primitiva e Africana à Câmara de Almeida para que ali seja criado um Museu. Na entrevista que deu à Rádio F, Vasco Rodrigues, natural da cidade da Guarda, referiu que a criação do novo espaço museológico em Almeida «é uma forma de valorizar a nível cultural, um concelho, que está cada vez mais envelhecido». Quanto ao espaço onde irá ser criado o museu, o actual quartel dos bombeiros é uma das hipóteses, uma vez que os soldados da paz vão ocupar novas instalações.
Fonte: http://antonioroque.blogs.sapo.pt/248384.html
fonte pportodosmuseus
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Lucy [ Australopithecus afarensis ]
Australopitecos usavam ferramentas para comer
[ antropologia ]
De CiênciaHoje [ aqui ] recebemos:
Australopitecos usavam ferramentas para comer
Descoberta altera em um milhão de anos capacidade dos antepassados

Ilustração de Australopithecus afarensis
Os ancestrais da espécie humana usaram ferramentas muito antes do que se pensava. A descoberta foi feita através de marcas em ossos fossilizados no este na Etiópia.
Os fósseis serviram para demonstrar, segundo a investigação publicada hoje na Nature, que os congéneres da famosa Lucy, ou seja, os Australopithecus afarensis, utilizavam, há 3,4 milhões de anos, pedras afiadas para tirar a carne dos ossos das presas. As marcas revelam ainda que, através das ferramentas, tentavam chegar à medula, cujo teor nutritivo é elevado.
Esta descoberta atrasa quase um milhão de anos esta capacidade dos antepassados da nossa espécie. Até agora, as ferramentas mais antigas encontradas datavam de 2,6 ou 2,5 milhões de anos, como recordam no estudo Shannon McPherron, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva da Alemanha e o etíope Zeresenay Alemseged, da Academia de Ciências da Califórnia.
Este tipo de utensílios era atribuído ao Homo habilis, cujo crânio era 40 por cento maior do que o Australopithecus.
No ano passado, os paleoantropólogos encontraram uma costela de um mamífero do tamanho de uma vaca e o fémur de um antílope. Ambos tinham sinais que, como se descobriu posteriormente através de microscópios electrónicos e espectógrafos, eram da mesma época dos fósseis.

Shannon McPherron, arqueólogo
“Quando imaginamos a Lucy na paisagem este de África à procura de comida, agora podemos vê-la pela primeira vez com uma ferramenta de pedra na mão em busca de carne”, afirmou McPherron.
Para Alemseged, “a descoberta adianta muito o momento até agora conhecido. Os nossos antepassados alteraram completamente as regras do jogo”.
O uso de utensílios de pedra modificou a forma como exploravam o território e o tipo de alimentos consumidos.
Pedras de outros lugares
No entanto, ainda não se sabe se eram capazes de fabricar os próprios instrumentos. O lugar onde foram encontrados é rico em sedimentos vulcânicos e não havia pedras com a qualidade necessária para fazer o tipo de cortes. Acredita-se as que tenham trazido de outros lugares a vários quilómetros de distância.
São vários os enigmas que se abrem com mais esta descoberta. Até ao momento a utilização de ferramentas de pedra com a finalidade de consumir carne de grandes animais considerava-se própria do género humano. Além disto, desde sempre esteve relacionado o consumo de carne com o aumento do tamanho do cérebro.
McPherron quer regressar à Etiópia para procurar o lugar onde os Australopitecos terão encontrado as tais pedras com o objectivo de comprovar se eram ou não capazes de as fabricar.
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A Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, é uma associação cultural sem fins lucrativos, vocacionada para a investigação e divulgação da história local de Oeiras e do seu património e cultura, que nasceu da iniciativa de alguns investigadores de história local, em 2005, e iniciou a sua actividade regular em 2006.
Desde essa altura tem realizado diversos eventos, entre os quais se contam: Ciclos de Conferências, Conferências e Palestras, Cursos, Jantares-Tertúlia, Lançamentos Editoriais, Passeios Culturais, Visitas Guiadas, etc.
Para o futuro tem previstas, entre outras realizações: Espectáculos Musicais, Exposições, e muitas mais surpresas, interessantes e agradáveis.
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